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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Enquanto isso, no Brasil... Quem acendeu a luz?

No dia 10 de novembro, por volta das 22h, as luzes do Brasil se apagaram. O breu se instalou sobre a maioria dos Estados e não se via nada. Os geradores suportariam somente até certo horário e, então, viraria escuridão total. Ninguém sabia explicar o que ocorria. Estávamos incomunicáveis: sem telefone e sem internet. Algumas pessoas se mantinham informados através de conexões móveis, mas isso também não sobreviveu ao blecaute. Os boatos sobre o que havia causado o apagão começaram: era o tão esperado “fim do mundo”, ou um provável golpe de Fernandinho Beira-Mar ou, ate mesmo, invasões alienígenas - meu favorito. Nenhum era verdade e a vida continuou normalmente. Mas durante o crepúsculo, eu passei por experiências únicas. Assim que caiu a eletricidade, reuni as velas espalhadas pelo apartamento e fui buscar os fósforos, que, para a minha surpresa, nunca encontrei. Não achei um mísero palito ou isqueiro. E lá fiquei, no escuro. Nada de lanternas ou lampiões. A bateria do meu celular já estava quase no fim e não vi alternativa além de ir dormir.

Pegar no sono não foi fácil. As pessoas na rua estavam animadíssimas com a brincadeira, e a gritaria, mesmo do 12º andar, ressoava em alto e bom som. Apesar da escuridão, a noite estava clara, e iluminava todo o meu quarto. Olhando fixamente para o teto, mil pensamentos invadiam a minha mente inquieta. Um deles foi o caso da menina da Universidade Bandeirante que sofreu uma humilhação bárbara dentro da própria faculdade por ter ido à aula usando um vestido (realmente) muito curto. Essa “ousadia” atiçou uma exagerada revolta entre os alunos, que ofenderam a jovem de forma cruel e violenta. A repercussão foi tanta que minha mente remói o caso até durante o apagão.


Naquela noite, me agarrei a qualquer pensamento para fugir de uma saudade. Na verdade, me esquivo dessa sensação há semanas. Mas sem sono e numa escuridão convidativa, não tive para onde ir. Estava sozinha com meus pensamentos e emoções. Resolvi me entregar à onda de sensações que, sem a minha autorização, já invadiam e afogavam o meu corpo. A saudade, à qual me refiro, é de um grande homem que, num piscar de olhos, saiu do meu campo de visão e instalou-se unicamente em meu coração. Mesmo na escuridão, consegui ver seu sorriso, sentir o conforto de seu colo e o calor de seu abraço. Suas palavras, nunca omissas, ecoavam mais alto do que a gritaria lá fora. Falo de meu pai, de uma dolorosa perda, recente demais para apreender. As infinitas horas sem luz reacenderam a minha alegria e iluminaram a minha alma. Pude apreciar as memórias boas sem o amargo das últimas recordações. Reorganizei os meus pensamentos e assumi a responsabilidade de ser um pouco mais parecida com uma pessoa que proporcionou nada menos que gargalhadas e trouxe imensa paz aos outros.


As luzes de São Paulo voltaram ao normal antes do dia amanhecer. Eu, porém, passei a noite em claro, iluminada por uma luz inexplicável. Apenas sei que minha vida não voltou ao normal, como a de outras pessoas. Ela recomeçou. E o que me guia é esse amor transformador que, ao invés de deixar tristeza com seu breve adeus, voa livre ao som de aplausos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Enquanto isso, no Brasil... Os afogados

O País está debaixo d’água. E não digo isso apenas devido ao zum-zum-zum do pré-sal... As chuvas torrenciais que afogam o país pelas últimas semanas alagam ruas, desabam casas e transbordam o Tietê. O mundo começou a cair numa terça-feira fria pós-feriado. A loucura nas estradas já havia complicado o trânsito nas principais capitais e ninguém imaginou que pudesse ficar pior. Mas o Brasil foi de encontro ao caos. Ele bateu à nossa porta e foi um verdadeiro salve-se quem puder. Santa Catarina voltou ao desesperador estado de alerta que tanto assustou a população no ano passado. Acreditem: não há guarda-chuva que aguente o vendaval. Naquela mesma terça-feira insana, eu passei três horas dentro do carro tentando chegar ao meu trabalho, trajeto que faço tranquilamente – e em dias normais – em 20 min. Além de desligar o carro pelo menos seis vezes, presenciei umas três ou quatro batidas, xingamentos mil e pessoas encharcadas no ponto de ônibus esperando o transporte que, sem dúvida, não chegou tão cedo. Aproveitei o tempo ocioso para reparar nos motoristas dos carros ao redor, uma distração surpreendentemente curiosa. É engraçado observar o que as pessoas fazem quando acham que ninguém está olhando: comem de boca aberta; cantam os mais variados estilos musicais em alto e bom som – do rock ao sertanejo universitário (que, aliás, é a nova febre brasileira); colocam o dedo no nariz; gritam ao telefone; tiram fotos de si mesmas fazendo caras e bocas... Enfim, comportamentos constrangedores. O repetitivo movimento de mudar a marcha do ponto morto à primeira e, logo em seguida, voltar para o neutro, cansa, distrai e é incrivelmente desgastante, além de nos fazer apelar à passatempos vãos. Depois de três horas de estresse, dificuldade e, admito, um leve entretenimento, finalmente me rendi ao óbvio: desisti e voltei para casa. Aliás, poucas pessoas conseguiram chegar ao trabalho nesse dia. Em apenas um dia caiu 80% da água que geralmente cai em 30 – e eu ainda suspeito uma certa modéstia nesta estimativa.

Acompanhando o rádio insistentemente, muitas questões vieram à tona: onde está a verba destinada às construções e manutenções dos piscinões? Na gaveta, claro. A situação vivida pelos brasileiros nos últimos tempos tem sido absolutamente inadmissível. Vivo em São Paulo há 22 anos e jamais enfrentei tal bagunça – e os caminhos que faço diariamente sugerem engarrafamentos bárbaros e intransitáveis. Olho para fora da janela do 16º andar da Editora Abril e vejo chuva, água, dilúvio. Testemunho o mar de automóveis na cruel saga das Marginais. Ah, que vontade de fugir... Uma leve tentação. O que nos resta é ter paciência – um difícil desejo em tempos como estes.

Texto publicado no jornal americano NOSSA GENTE, jornal dedicado à comunidade brasileira que reside no Estado da Flórida, nos Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores e assino a coluna ENQUANTO ISSO, NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Enquanto isso, no Brasil... O país de primeiro mundo

Estou de volta há quase quatro semanas. Depois de passar um tempo viajando por Moçambique, país africano que despertou em mim um enorme senso de ‘mundo’ e me apresentou as mil facetas da realidade humana, voltei para um lugar onde a guerra está no Senado. E isso não faz sentido. Cada país com seus problemas, claro, mas é quase inimaginável a possibilidade de levar uma vida normal daqui pra frente. Não há como assimilar a futilidade dos nossos problemas e das nossas necessidades depois de conhecer o real sofrimento do ser humano. Quando falam do atraso do Brasil e das dificuldades ainda enfrentadas por aqui, costumam dizer que é um país de terceiro mundo. Onde estaria, então, um lugar como Moçambique, onde apenas 14% da população têm energia elétrica, 16% têm HIV/AIDS e mais de 50% é analfabeta?

Destaco um grave erro cometido por muita gente, equívoco e generalização (para não dizer ignorância) que eu mesma já atentei: imaginar que o continente africano é um vasto campo de refugiados. Em alguns lugares, essa ideia tem sua validade. Mas é preciso ter cuidado ao crer piamente nessa superficial visão que a mídia tenta implantar em nossa mente. Além da desgraça, existem milagres, sim. Lá, eles conhecem e praticam algo tão desconhecido por nós, um estado de espírito chamado “resiliência”. Como uma mola, encontram forças para se reerguer.

A grande estupidez é viver uma vida na qual acreditamos ser a verdadeira. Supor que conhecemos o “outro lado da moeda” quando, na verdade, vivemos numa bolha, numa exceção. Não há como, pelo menos para mim, olhar a penúria largada nas ruas das nossas cidades e sentir alguma pena, alguma compaixão. A tristeza, a miséria, a fome e o frio são vilões completamente ausentes do nosso campo de noção. Você pode discordar comigo e me desafiar a persistir nessa opinião, mas garanto: nós não sabemos o que é pobreza. Pelo menos não nos grandes Estados. O Norte do nosso país é, certamente, uma grande ressalva.

Eu ainda não encontrei em mim as forças para acreditar e aceitar que vivo em país de terceiro mundo. Na minha humilde opinião, vivo em um de primeiríssimo mundo. Passei três semanas tomando banho de balde – às vezes de caneca -, dormindo com uma rede mosquiteira ao redor da minha cama, ouvindo – e sentindo – o pavor nos berros das crianças ao me verem, uma assustadora mancha branca. Tive pessoas se ajoelhando aos meus pés e se entregando à subserviência cruel e arcaica de uma escravidão extinta apenas na prática, e mulheres dando à luz durante o trabalho, colocando a criança dentro da bacia que carrega na cabeça, e indo para casa, feita de pau-a-pique, apenas no fim do dia, após quilômetros e quilômetros de caminhada. Eles vivem na escuridão, uma sagrada e bendita escuridão – e não sabem o quanto são miseráveis. E isso é incrível, é abençoado.

A verdade é que aos olhos do mundo, o Brasil continua sendo um país de terceiro mundo. Só me resta, então, chegar à conclusão que, simplesmente, a África não existe.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Enquanto isso, no Brasil... Bem longe dele

Estou em Moçambique, do outro lado do mundo. Apenas uma entre as milhares de áfricas que existem sob o mesmo pano do continente africano. O Brasil ficou para trás e a distância entre os dois países não é meramente geográfica - ainda que a língua seja a mesma. São dois mundos; infinitas realidades distintas e remotas. O país é minado pelo vírus HIV, que atinge mais de 16% da população. A expectativa de vida da população gira em torno dos 45 anos e os surtos de malária e cólera matam dezenas de pessoas ao ano. O choque não é sutil - é estrondoso, quase apavorante. O que estou fazendo aqui? Vim colocar os pés no chão. Como jornalista, a busca por isso é fundamental. Como ser humano, é crucial.

O ponto de partida foi Maputo, capital moçambicana. O trânsito nas ruas consegue ser pior (e bem pior) que o nosso. As “estradas”, como eles se referem às ruas, não têm faixas para pedestres - ou qualquer outra, para dizer a verdade. Além disso, o transporte público é demasiadamente precário, o que permitiu o surgimento e prevalência das famosas “chapas”, vans e caminhonetes particulares usadas para a condução das pessoas nas cidades do país. Os “chapeiros”, ou motoristas, colocam 30 pessoas em carros que suportariam até 10. Cansada do clima urbano, segui viagem.

Cada vez mais afogada pelos montes, lavo meus olhos com as lindas paisagens. Aqui, o céu é maior e é possível vislumbrar toda a sua dimensão. Parece um véu azul que protege e envolve o lugar de ponta a ponta. Fiquei alguns dias na província de Tete, onde encontrei muitos brasileiros que vieram para Moçambique a trabalho. Poucos dias depois, voltei à estrada. No caminho a Angónia, parei em Zóbuè, um dos distritos da província de Tete. Nos acostamentos, milhares de pessoas vendem batatas fritas, ratos em espetos (!!), frutas, amendoim e camisas dos fenômenos Ronaldo e Barack Obama. Ainda no trajeto, milhares de casas feitas de barro, palha e madeira, perdidas ao pé das estradas. Os banheiros, buracos no chão cercados por bambu, ficam do lado de fora das residências. Muitos quilômetros separam as vilas e comunidades que ainda sobrevivem sem energia elétrica. Estou encantada com a cultura e com o poder espiritual que comanda a vida das pessoas. Quem tem a última palavra são os curandeiros, “médicos tradicionais” que solucionam qualquer problema com uma erva com um remédio natural. E, finalmente, o distrito de Angónia. Apesar da difícil realidade, é um lugar repleto de paz. Montanhas, cabritos e mulheres lindas ilustram o retrato do local. Mas a qualquer momento, sigo viagem. Enquanto isso, o Brasil continua longe, extremamente longe.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Enquanto isso, no Brasil... O amor nos tempos do cólera

Aquela segunda-feira não seria como as outras. No caminho para o trabalho, a notícia chegou pelo rádio: um avião havia desaparecido misteriosamente pouco depois das onze da noite em algum lugar do Atlântico. Um frio na barriga tomou conta e mil cenários passaram por minha mente, que tentava imaginar o que teria acontecido e como. Pensamentos inquietos impedem que eu pegue no sono com facilidade até hoje. O envolvimento é quase sedutor. Vai ver a profissão de jornalista torne o contato com o mundo real bem maior e mais intenso. Quase inevitável. E não tenho tempo suficiente de carreira para ter endurecido - ou experiência o bastante para saber como lidar com esse endurecimento. Ainda não consigo me manter distante. E, na verdade, nem sei se quero.

Para tentar aliviar a minha intermitente confusão sobre o papel que devo assumir diante de tantos fatos impostos pela vida e pela profissão, decidi participar de um debate sobre Jornalismo Literário com feras da área: Pedro Bial (apresentador de TV), Eliane Brum (repórter especial da revista Época), Daniel Piza (editor do jornal O Estado de S.Paulo) e Sergio Vilas Boas (jornalista e escritor). A discussão defendia a humanização e a sensibilização do Jornalismo contemporâneo; o resgate do envolvimento do profissional com a sua pauta; e a resistência de textos “escritos com as entranhas”, definição que Gabriel García Márquez deu ao seu romance O amor nos tempos do cólera. Ao ouvir tanto profissionalismo refletido em cada um deles, percebi a minha inexperiência. Até que ponto devemos nos envolver com aquilo que escrevemos, lemos e vemos?

Ao final do evento, Daniel Piza me chamou num canto e me deu seu cartão: “esta é a sua resposta”. A frase que li no verso, escrita à mão com tanto carinho pelo brilhante jornalista, ecoa na minha mente sem descanso: cold eyes and warm heart.

Sob o encanto das palavras de Piza, viajo a Moçambique em menos de um mês na tentativa de humanizar os meus versos, os meus pensamentos e os meus sentimentos. Para me transformar na melhor profissional que posso ser. Para virar gente. De nada vale a distância interminável entre o ser humano e a dor. Por 10 dias (que, certamente, mudarão a minha vida) vou acompanhar missões humanitárias que combatem doenças como HIV, malária e cólera no país. E, para brigar com tantas enfermidades, levo meu medo - ainda sem nome. Talvez, o pior de todos: o pavor de não ser capaz de esfriar os olhos e deixar transbordar o coração.

Diante de um grave analfabetismo emocional, me encho de coragem e embarco em uma verdadeira mudança de vida. Daqui, saio plena. Completa da forma mais incompleta que alguém aos 22 anos poderia se sentir. E, pelo menos por ora, com o coração pegando fogo.

Texto publicado em 16 de junho no jornal americano NOSSA GENTE, em sua 27ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores e assino a coluna ENQUANTO ISSO, NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

Enquanto isso, no Brasil... “O triunfo dos porcos”

Será essa pandemia suína, um alarme falso? Ou o mundo está realmente sob a ameaça do terror suíno? Ninguém sabe responder com segurança - talvez seja cedo demais para dizer. Mexicana ou norte-americana? Aliás, como situar sua origem geográfica? Até onde eu sei, epidemias não respeitam fronteiras. Tanto que o vírus chegou aqui, país que não deveria ter nada a ver com mais essa. Já vivemos uma crise que não nos pertence e, agora, o surto assusta os brasileiros. Percebe como tudo nos afeta por tabela? Definitivamente, não passamos ao largo da crise e, aparentemente, o celeiro instalou-se no país.

E para o pavor do PT, Dilma está tendo dificuldades em colar sem nome ao do presidente Lula. Como andam dizendo por aqui, o “neolulismo” que ela traria com a candidatura não passa de uma ilusão, já que o partido não se sustentaria sem o nosso companheiro. A imagem de Dilma como sucessora leal do sistema político de Lula servirá apenas para confundir os eleitores brasileiros. A esperança do PT de ofuscar os nomes do PSDB e continuar com o ouro na mão parece uma tentativa frustrada. Contagem regressiva para o rei descer do trono, retirar sua tropa e abandonar, de vez, o reino.

E falando em realeza, parece que pelo menos um sabe o que está fazendo. Para recuperar o tempo perdido, Ronaldo veio conquistar o título tão desejado por Mano Menezes. Não, não sou corintiana, mas não há como fazer marasmo quando o assunto é o Fenômeno. Torcemos por ele e ponto final. É claro, o time não favorece (peço perdão aos torcedores), mas é delicioso presenciar o renascimento de Ronaldo. E acreditem: o clima nas ruas é outro quando o Corinthians e o Flamengo estão à frente... Quase uma sensação de segurança.

Finalmente, apagaram o cigarro em São Paulo! A lei que proíbe fumar cigarro em lugares públicos fechados vai entrar em vigor. Amém! O cerco fechou e a tendência é mundial. Só nos resta saber se isso vai funcionar. Difícil dizer. Temos o horroroso hábito de não terminar o que começamos. Por aqui, as coisas dificilmente perduram. As consequências? Bom, elas raramente ocorrem, ainda que existam exceções. Mas, em alguns momentos, deixo escapar um suspiro de alívio quando vejo o certo sobrepor o errado. Um exemplo disso foi o cancelamento de mais de meio milhão de títulos de eleitores que não votaram e não justificaram a ausência nas últimas eleições. Essa gente não é uma palhaçada? Aliás, são poucas as questões no Brasil que não se enquadram em números circenses. Mas, nas palavras de Fernando Gabeira, quem luta por um país mais digno acaba caindo na “ilusão patrimonialista brasileira”.



Esta crônica foi publicada dia 16 de maio, no jornal americano
NOSSA GENTE, em sua 26ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assino a coluna ENQUANTO ISSO, NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Enquanto isso, no Brasil... As pérolas presidenciais

Como de costume, a maior diversão do brasileiro é o próprio presidente. Depois de fazer bonito no Reino Unido - afinal, não foi ele que abraçou a Rainha - ele está se achando ‘o cara’. Não é para menos: o elogio foi dado pelo fazedor de milagres, Barack Obama, atual melhor amigo de Lula. Durante o chá da tarde, também conhecido como G20, os países combatem uma crise causada por ‘loiros de olhos azuis’! Opa! Eis a primeira pérola do nosso presidente. Além de achar chique emprestar dinheiro ao FMI, ele ainda confessou que reza mais por Obama que para ele mesmo, já que o problema do presidente norte-americano é bem maior que o nosso. Por aqui, a crise rebaixa meio milhão de brasileiros para as classes D e E. Já por aí, os bancos continuam fechando e a situação está oficialmente preta: a Disney anunciou a demissão de quase dois mil funcionários. Numa hora como essa, não há mágica que resolva o problema.

E a coisa está feia para todo mundo: até o império de luxo paulistano dançou! Ou melhor, deu uma bela escorregada, mas está de volta. Fraude e formação de quadrilha (entre outros) não significam mais nada por aqui. O destino por trás das grades de Eliana Tranchesi virou história em pouco tempo – pouquíssimo tempo, aliás. Merecido! A cana - não ter se livrado dela dias depois. Esse pessoal vai para a cadeia passar o feriado enquanto a poeira baixa. Mas nada que muito dinheiro e câncer não resolva. O Brasil é assim: justiça ‘dura’ e coração mole.

Mas vamos às boas notícias! Mais uma edição do Big Brother Brasil chegou ao fim, para as férias merecidas de Pedro Bial - eu estava mesmo precisando. Ainda não me conformo com a falta do que fazer desse (ex) jornalista. Ontem, no Muro alemão. Hoje, no paredão! Max: o mais novo milionário que não faz a mínima ideia do que fazer com tanto dinheiro – ou com a vida. E, é claro, o povo gosta. Como vibra! E dessa vez, nem eu escapei: minha família resolveu acompanhar e torcer junto! Que castigo. Mas o nosso país trabalha com extremos: as duas figuras mais populares no Brasil atualmente são o Lula e esse menino. Inacreditável. Confesso que isso me assusta – chega a ser uma doença cultural, intelectual.

Por essas e outras, o Brasil é fantástico – no sentido mais literal da palavra. E eu tenho achado muita graça em viver por aqui. Afinal, “humor não é piada, mas uma ferramenta de sobrevivência”- C. W. Metcalf

Esta crônica foi publicada dia 16 de abril, no jornal americano NOSSA GENTE, em sua 25ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assino a coluna ENQUANTO ISSO NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

Enquanto isso, no Brasil... O colapso

Que conversa é essa de que a crise internacional é uma simples “marola”, Sr. Presidente? É possível enxergar a olho nu que o Brasil apertou o cinto nessa onda violenta e que bons ventos não irão soprar por enquanto. Para quê teimar nesse jogo de otimismo? Com o mundo correndo o risco de totalizar mais de 50 milhões de vagas de emprego perdidas devido à crise, e com a queda da produção industrial em janeiro, o Ministro da Fazenda ainda garante que nós seremos os primeiros a sair debaixo do rolo compressor.

Num mundo que está tendo que estatizar a economia para sair dessa, o mercado de trabalho está ganhando uma nova cara: o espaço agora é de terceirizados e prestadores de serviços. O que está difícil de entender lá no circo do DF é que brincadeira tem hora e essa não é uma delas. Dizem que otimismo perpétuo é sinal que você não está prestando atenção. Bem-vindo ao Brasil.

Fim de carnaval é começo de ano por aqui. Salgueiro e Mocidade Alegre saíram vitoriosas, assim como Slumdog Millionaire. A nossa übermodel Gisele Bündchen se casou em segredo e a Páscoa vem aí. 2009 começa agora.

E o Brasil já viu de tudo nessa vida, mas ninguém contava – ou acreditava - num retorno tão marcante quanto o do Fenômeno ao futebol brasileiro. O Ronaldo está no Corinthians... Ou melhor, o Corinthians agora é de Ronaldo. Gol de cabeça, alambrado quebrado e cartão amarelo: ele caiu do céu e voltou a brilhar. Sua volta por cima foi emocionante, quase épica. De pé, foi aplaudido até pelos rivais. E assim, ele está de volta.

Mas não foi apenas o Fenômeno do futebol que ressurgiu... Driblando um futuro onde o sol deveria nascer quadrado para o resto de sua vida, o ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello, se aproveitou da memória seletiva do cidadão brasileiro e redesenhou sua ascensão política: assumiu o comando da Comissão de Infraestrutura do Senado. Será que finalmente conheceremos os descaminhos do dinheiro público? O silêncio responde.

Tudo muda para ficar igual; os cidadãos continuam com medo do futuro. Mas os políticos vivem aterrorizados com o próprio passado.


Esta crônica foi publicada dia 16 de março, no jornal americano NOSSA GENTE, em sua 24ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assino a coluna ENQUANTO ISSO NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Enquanto isso, no Brasil... Ô abre alas!

Desta vez, passamos longe do tapete vermelho hollywoodiano. A 81ª edição do Oscar fica sem cinema brasileiro e sem graça. Confesso não ter assistido a todos os filmes indicados - mesmo porque, alguns ainda nem chegaram aqui! Mas antecipo minha curiosa impressão a respeito da adaptação da obra de F. Scott Fitzgerald às telas: merecia o prêmio de maior tédio na história do cinema. Antes do bombardeio de críticas, concordo de antemão: Benjamin Button reúne maravilhas como cenário, maquiagem, Brad Pitt e roteiro - afinal, estamos falando de um clássico. Mas insisto: ler o livro, além de mais rápido, teria proporcionado três horas bem mais deleitosas do que a canseira dada pelo diretor David Fincher. Hollywood atual: tentativas frustradas que agradam a maioria.

Mas vamos ao que interessa: enquanto isso, no Brasil, a crise financeira chegou de carro alegórico ao sambódromo! As escolas de samba se desdobram e rebolam para driblar a falta de verba para garantir a entrada glamorosa na avenida. Neste ano, a data mais animada - e talvez a mais esperada pelos brasileiros - não será somente ao som dos enredos carnavalescos: mais de 40 anos depois, as tradicionais ‘marchinhas’ voltam a fazer sucesso!

E o Brasil está nas mãos do PMDB com duas estrelas (de)cadentes à frente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Sarney e Temer ficam no comando das casas e aquecem a disputa para 2010. E nem todos estão com essa bola toda: depois de 223 dias no Chelsea, o nosso técnico Felipão perdeu o cargo e deixou a equipe sem vencer um clássico sequer no campeonato.

Falando em sucesso, cheguei à conclusão de que a moda no Brasil é ditada pelas novelas de Glória Perez. Desde que a última estreou, haja incenso, cangas e audiência! À caráter, as pessoas seguem o caminhos das Índias pelas ruas do país! E o BBB é o ‘fracasso’ de maior ibope da TV brasileira. Há sete anos me pergunto o que o Pedro Bial faz lá. Um jornalista que, em seus dias de glória cobriu a queda do Muro de Berlim, hoje é pago (e muito bem) para colocar pseudo-celebridades no paredão! Quem te viu, quem te vê!

O que nos resta é o samba no pé, pois como já dizia Graciliano Ramos, “a única certeza do brasileiro é o Carnaval no próximo ano”.
Esta crônica foi publicada dia 16 de fevereiro, no jornal americano NOSSA GENTE, em sua 23ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assino a coluna ENQUANTO ISSO NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Enquanto isso, no Brasil... ‘2000 Inove’

As taças de champanhe tilintaram à meia-noite, as sete ondas foram puladas, as mandingas e superstições colocadas em práticas e as mil promessas para o novo ano jogadas ao vento. Depois de cumprirmos nossas tarefas iniciais para garantirmos um ano repleto de saúde, paz e amor, abrimos as porta para mais 365 dias. Os brasileiros abraçaram a proposta do Bradesco e ‘2000 inove’ já está fadado ao sucesso! Ano de inovação e renovação! Este comecinho serve como aquecimento: criamos a coragem e o pique para mais uma rodada enquanto a correria dita as regras. Aos poucos, colocamos o samba no pé! O Carnaval vem chegando para quebrar novamente a rotina. Com muito otimismo e esperança, nada como uma boa festa para (re)começar com o pé direito!

O bem da verdade é que o brasileiro começou o ano com o pé atrás, receoso e cauteloso. As surpresas que sabemos que estão por vir assustam a nação e colocam todos em indeterminado estado de alerta. A maioria dos Estados já anunciou cortes de gastos para enfrentar as consequências da crise americana, que deve desembarcar a qualquer momento no país. À espera, o Brasil prepara seu exército para a batalha financeira.

2009 estreia com mais uma novidade que já está valendo! Na tentativa de padronizar o português nos países onde se fala o idioma, o novo acordo ortográfico praticamente assassinou a língua que conhecemos. As novas regras derrubaram a trema que, em minha opinião, vai tarde; cortaram determinados hífens; e eliminaram alguns acentos que davam sentido e diferenciavam palavras. É, no mínimo, estranho ter que reaprender a escrever, mas ainda há tempo para a adaptação.

Sinto fugir um pouco dos devaneios a cerca do Brasil, mas não há como ignorar a selvajaria que tira a vida de centenas de pessoas no Oriente Médio. Enquanto vivemos em meio às crises e insatisfações que são relevantes dentro do nosso cenário, fico imaginando como é viver sem a mínima esperança, jogada à própria sorte, sem saber se sobreviverei o próximo minuto. Talvez a distância seja grande demais para fazermos qualquer diferença - mas prefiro acreditar que daqui nossas orações têm mais força.

Nossa gente, sejam bem-vindos a 2009.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Enquanto isso, no Brasi... Restrospectiva 2008!

Não há duvida de que a última crônica do ano é sempre a mais difícil de ser escrita. Reunir os principais assuntos que ilustraram 2008 é um verdadeiro desafio. Resolvi, então, adotar uma postura um tanto quanto otimista para conseguir montar esta retrospectiva. Um momento para refletirmos sobre os acontecimentos, analisarmos as dificuldades e torcermos por um ano melhor do que o passado. E, é claro, permitir a introspectiva. 2009 é recomeço, novidade, uma nova oportunidade. Vamos deixar de lado as preocupações que nos pré-ocuparam durante todo o ano e relembrar as principais piadas de 2008...

Ano especial para os esportes: o Tricolor foi hexacampeão enquanto o Timão põe panos quentes sobre o caso com os travestis e contrata o Fenômeno para o time. O grande prêmio vai para o Felipe Massa, orgulho brasileiro na F1. As Olimpíadas não trouxeram títulos excepcionais de volta ao país, mas garantiram momentos deliciosos de torcida. Eleições surpreendentes, surtos de dengue e febre amarela. Ano de Isabella e Eloá, vítimas da crueldade humana. Ano de desastre e tragédia em Santa Catarina, o grito desesperador da natureza. Os incontáveis momentos vividos sob a onda pavorosa da crise econômica americana invadem um novo ano.

Saíram de cena Fidel Castro e Bill Gates, personagens que fizeram história. Um construiu uma nação intocável enquanto o outro criou um universo de possibilidades. Já Barack Obama roubou os holofotes e dá início ao espetáculo. Talvez seja o começo do fim, mas, de qualquer forma, o show será imperdível. E a partir de janeiro, o novo acordo ortográfico entra em vigor! Uma idéia (opa, ideia!) que, definitivamente, veio para confundir. Surgiram hífens entre palavras e caíram acentos, antes, tão indispensáveis. O Brasil deve se adaptar às mudanças quase incabíveis da ‘nova’ língua portuguesa e aceitar suas regras capciosas.

Deve ser o clima de fim de ano que me permite dourar as palavras e envernizar a mensagem, mas admito que me despeço do ano 2008 com bastante pesar. Foi um ano que desmontou algumas das fortes críticas que eu fazia em relação ao país e permitiu que enxergasse essa nação com olhos mais doces. Com fortes expectativas, dou as boas vindas a 2009; um ano desafiador para o Brasil em termos econômicos. Ainda que confiantes, devemos assumir uma postura semelhante à de Harold Winston, ex-primeiro-ministro inglês: sejamos otimistas, mas otimistas que carregam um guarda-chuva.

Feliz Natal e um maravilhoso Ano Novo!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Enquanto isso, no Brasil... Só se fala nele

É unânime: Barack Obama está na boca do povo, nas manchetes dos jornais, estampado em camisetas, em bonés e, basicamente, em qualquer produto vendável. Sem dúvida nenhuma, ele é a principal notícia do momento. Comparada aos Kennedy, a família Obama representa a mudança que os Estados Unidos vêm desesperadamente buscando. Um suspiro de alívio em meio à cegueira e blindagem americana. O país deu um basta ao domínio republicano e as boas-vindas à tão sonhada democracia. Ainda assim, não há como ignorar: estará ele pronto para chefiar a incrível potência norte-americana? Terá ele as ferramentas para combater e controlar a crise financeira que está se alastrando pelo mundo? Ou será agora a queda do império?

Enquanto isso, no Brasil, a fusão dos bancos Itaú e Unibanco, o G20 e os panos quentes que abafam o impacto da crise por aqui ilustram também uma sugestão de tranqüilidade no país. Sentimento que mascara a verdadeira chuva de pedra que logo, logo cairá sobre nosso telhado de vidro. A começar por São Paulo, que foi palco de desordem no último mês. O jogo inverteu-se e os papéis foram trocados quando policiais civis que reivindicavam seus direitos entraram em grave conflito com policiais militares. Os responsáveis pela segurança pintaram um cenário bastante assustador na capital paulistana. Aliás, a polícia virou motivo de chacota: agora emperra na janela e prova fortemente sua ineficiência e falta de profissionalismo. Na tentativa de resgatar as reféns de Lindemberg Alves e dar um desfecho de conto de fadas ao seqüestro do amor, o Gate meteu os pés pelas mãos. Foi confirmada a suspeita de que a estrutura da nossa polícia é falha.

E para encerrar de vez com o assunto, o segundo turno das eleições às prefeituras brasileiras terminou e definiu os próximos quatro anos. Paes surpreendeu ao vencer Gabeira e Kassab deslanchou à frente da d. Marta. Confesso que a idéia de reviver um período Marta Suplicy já não soava de todo mau, com promessas no setor da educação e um preparo nitidamente melhor. Porém, para evitar qualquer surpresa ao longo do caminho, Kassab nela!

E onde foram parar as blitzes da Lei Seca? É incrível como nada vai para frente. Que novidade! Falando nisso, coração na mão, respiração travada e foi dada a largada! Massa levava consigo o sonho do título enquanto todo brasileiro reconhecia nele traços do Ayrton Senna. As últimas curvas alimentaram a ilusão da conquista, logo estraçalhada pela dura realidade inglesa. Mesmo em primeiro lugar, nosso brasileiro não levou o prêmio para casa.

Estamos no fim de mais um ano. A contagem é regressiva. A queda do império vem aí.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Enquanto isso no Brasil... Curto Circuito!

Apesar da tão conferida segurança da economia brasileira em meio à crise financeira, o país tem o coração na mão. Os circuit breakers e as quedas bruscas voltaram a dar lugar ao caos. O dinheiro anda em pleno vendaval, levando o mundo à insanidade. Enquanto isso, nosso caro Lula tenta amenizar a condição mundial com panos quentes, levando a tal segurança para as mentes e os bolsos da população. O papel do presidente nessa ocasião, em suas palavras, é passar serenidade para a sociedade (?). Talvez não haja realmente muito mais o que fazer fora isso. Mas serenidade para quê? Para que o povo continue acreditando no Brasil? Arrisco dizer que se depois de tudo a população ainda não abandonou o barco (e ainda tem a coragem de mandar a D. Marta para o segundo turno), é porque alguma coisa o Luizinho tem feito certo! E se serenidade é a melhor ferramenta que ele tem em mãos, vamos considerá-la. A crise pode custar a soprar por aqui, e sim, o país está blindado. Mas somente até certo ponto.

E lá vamos nós ao segundo turno. Todos prontos? Apertem os cintos: alguns Estados podem cair. Certos resultados eram mais do que esperados, mas o elemento surpresa ainda foi o melhor da festa. A primeira etapa das eleições para prefeitos e vereadores nos quatro cantos do país provou que a pesquisa de intenções de voto não passa de uma palhaçada. Alckmin deu lugar à reeleição do homem da Cidade Limpa, que enfrenta a petista ‘relaxa e goza’ no final de outubro. Paes e Gabeira disputam o Cristo Redentor enquanto Lacerda e Quintão vão para o cabo-de-guerra em BH. O PT, não satisfeito em chefiar o país, fica com seis capitais nessa brincadeira de 1º turno. E eu não digo mais nada.

Vamos às boas novas. O Brasil tem tomado partido e se posicionado melhor em relação ao meio-ambiente. Manaus e São Paulo serviram como palco para a realização de dois festivais em nome da sustentabilidade. Com as mais variadas propostas, o About Us promoveu o incentivo à reciclagem e o aproveitamento consciente do planeta. E falando em planeta, a educação agora vai funcionar por toda a parte. José Serra criou a Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a Univesp. Apesar do admitido pé-atrás do governador paulista em relação ao programa, serão mais seis mil vagas para estudantes e isso é sempre uma boa coisa, não? E o IBGE divulgou as 12 cidades mais influentes no nosso país. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília comandaram a lista, seguidos por Manaus, Belém e Fortaleza. Mas acredito que influência seja uma questão relativa e subjetiva. Afinal, quem encabeça esta lista é um dos exemplos de maior ignorância política já vista por aqui. No final das contas, Sr. Presidente, serenidade é justamente a palavra-chave para evitar o curto-circuito brasileiro.
Esta crônica foi publicada dia 16 de outubro, no jornal americano NOSSA GENTE, em sua 19ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assino a coluna ENQUANTO ISSO NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Enquanto isso...Vota Brasil!

A inflação que prometia mudar o padrão de consumo das famílias brasileiras, especialmente da classe média, recuou. As commodities e a comida subiram menos e frearam o ritmo que apontava para o crescimento. Mesmo com a desaceleração dos índices de preços, o IPCA corre o risco de bater a cabeça no teto! 6,5% anuais é o limite. Até então, o desespero já batia à porta de muitas residências. A arrancada da inflação já estava doendo no bolso brasileiro!

E nos Jogos Olímpicos, o “Brasil foi ouro em bronze”! Com tantas ‘possibilidades douradas’, os nossos atletas pecaram no imprevisível: o emocional. Eita, povo que chora! A emoção entrou no caminho e atrapalhou até quem já tinha a medalha em mãos. Menos treino e mais terapia! Nesse ano, nenhum padre invadiu a pista, pero nuestros vicinos descamisados invadiram e ainda passaram por cima! O Brasil, definitivamente, não estava na crista da onda! Até vara sumiu! E a nadadora Rebeca Gusmão foi suspensa por toda a vida do esporte como punição por ter se envolvido em dois casos de doping. Até onde eu saiba, esporte é saúde. Tem que expulsar mesmo!

Pioneirismo no Supremo! Pela primeira vez na história do Brasil, uma índia subiu à tribuna! Em defesa da reserva indígena Raposa do Sol, ela enfrentou os 11 ministros para dar fim aos conflitos entre os índios e os plantadores de arroz! Gente que faz! O julgamento do caso foi adiado e não tem previsão para retomada. Talvez só ano que vem! Levanta o tapete e joga debaixo!

2009 é o ano da privatização! Os aeroportos Viracopos e Galeão devem entrar nessa onda já no primeiro semestre. Ah, e o tal aeroporto “a ser construído” em São Paulo também vai ser operado pelo setor privado (a!). E mais um avião derrapou na pista de Congonhas. Dessa vez, sem tragédias, mas não menos preocupante. Estado de alerta? Terceiro em menos de dois anos? But then again, who’s counting?

Enquanto isso, a D. Marta lidera as pesquisas das eleições à prefeitura da cidade de São Paulo. Alguém mais enxerga uma grave incoerência? Aliás, a contradição está sempre lá. Nós que escolhemos não discernir, não questionar, não escolher. Apenas votamos e fazer isso nesse país não diz mais nada. Às vésperas do pleito, que tal estudarmos e pesquisarmos melhor sobre cada uma das nossas opções? Talvez assim, a gente se engane menos. Porque quem erra não são os políticos; é quem os coloca lá.


Esta crônica foi publicada hoje, dia 16 de setembro, no jornal americano "Nossa Gente", em sua 18ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assino a coluna ENQUANTO ISSO NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Enquanto isso no Brasil..."Let the games begin!"

Pessoal, essa é a coluna do mês passado do jornal NOSSA GENTE. Como ando extremamente desleixada em relação do blog (e peço perdão por isso), posto somente agora. A partir do dia 15 de setembro, a coluna mais recente estará disponível aqui, data em que o jornal será lançado.

Os Jogos Olímpicos estão em Pequim, praticamente do outro lado do mundo... Mas com as comemorações a mil e a torcida unida, é como se estivessem aqui no Brasil! Só se fala nisto! Os ingressos para as competições já esgotaram! Agora, somente pelas telinhas! Daqui, acompanhamos cada conquista e derrota com nossos corações na mão! Para apimentar um pouco a saga no oriente, nossos atletas enfrentam o intricado problema da poluição, 10 vezes pior que o da cidade de São Paulo! Haja pulmão! Enquanto alguns lidam com esse desafio respiratório, outros usam e abusam! Como o jogador da seleção brasileira de handebol, Jaqson Kojorski! Ele já está de volta ao nosso país após ser reprovado em um exame antidoping! Vergonhoso, vai!

Falando em vergonha, o técnico Dunga promete dar a volta por cima! Já garantiu a supremacia do time brasileiro, que na primeira fase enfrenta Bélgica, Nova Zelândia e China! Somente vendo para crer! E quem anda cuidando da imagem do país é o nosso querido presidente! O Lula virou garoto-propaganda! Ele aderiu às gravatas que divulgam a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos de 2016! Até lá, temos problemas maiores do que ‘poluição’ para resolvermos! Mas com as novas gravatas, não vai ter para ninguém!

E aos 101 anos de idade (e não 103, como ela alegava ter), Dercy Gonçalves se despede do povo brasileiro! O riso deu lugar às lagrimas e eternizou a bem-humorada atriz! Tão querida, ela conseguiu reunir milhares de pessoas em seu velório! Como muitos disseram, até depois de falecida, Dercy deu um show! Mas para acabar de vez com o bom humor, que tal um pouco de política? Geraldo Alckmin pensa em criar pedágio em São Paulo para resolver o problema de trânsito! Enquanto isso, Marcelo Crivella, candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, cai nas graças do presidente Lula! Daqui pra frente, tudo é válido! Contagem regressiva para as eleições!

Enquanto isso, o crescimento da classe média no Brasil é arrebatador! A classe “C” já representa 52% da população brasileira! E redução de desigualdade social é sempre uma boa notícia! Aproveito o clima de união e patriotismo provocado pelas Olimpíadas e fecho está edição desejando muita sorte e perseverança aos nossos atletas! E que voltem para casa com suas medalhas e com aquela sensação gostosa de missão muito bem cumprida!
Esta crônica será publicada no jornal americano "Nossa Gente" no dia 16 de agosto, em sua 17ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

domingo, 6 de julho de 2008

Enquanto isso no Brasil... Tem blitz por todo lado!

O mundo ferve com novidades! A era Bill Gates chega ao fim! O império mundial da informática perde seu garoto-propaganda! Gates decidiu virar a página e dedicar seu tempo à caridade! Falando em boas ações, a tão esperada liberdade de Ingrid Betancourt, mantida refém da guerrilha colombiana das Farc, finalmente ocorreu após seis anos! As comemorações estão a mil! E um dos feriados mais festejados nos Estados Unidos acabou em insulto! Ao ser chamado de ‘criminoso de guerra’, Bush defende a liberdade de expressão na América! Jogo de cintura, hein?

Enquanto isso, o Brasil tenta driblar o trânsito! Os caminhões são as mais novas vítimas do rodízio paulistano! Essa medida prevê melhoria no trânsito de São Paulo, mas o jeitinho brasileiro nunca falha! Aparentemente, furar o rodízio não tem sido problema pra ninguém! E já que o assunto é trânsito, vamos lá! Secou geral! “Se beber, não dirija” agora é lei! Conhecida como “Lei Seca”, ela tem gerado controvérsias por aqui! Esqueçam o happy hour! Vinho à dois? Só em casa! Mas a indignação de uns é o agradecimento de outros. O movimento nos hospitais diminuiu em mais de 10% desde a implantação da nova lei. Concordar ou não com a moda do bafômetro? O jeito é ir de táxi!

O Brasil se despediu da ex-primeira dama Ruth Cardoso, mulher de FHC. Vítima de infarto, seu velório contou com a presença de grandes figuras da política brasileira. Enquanto isso, o mundo se despede de Larry Harmon, o famoso palhaço Bozo! Quantas despedidas! O pequeno ex-Polegar, Rafael Ilha, também dá adeus à sua candidatura a vereador de São Paulo! Cassado! Enquanto isso em Belém, a situação na Santa Casa está precária! A superlotação resultou na morte de cerca de 30 bebês! Haja ‘santa’ paciência! Até quando, hein?

É claro que as notícias ruins sempre chegam mais rápido! E se tratando do Brasil, chegam ainda mais depressa! Só não chega a correspondência! A greve dos Correios prejudicou mais de 28 milhões de entregas! E ainda querem as contas em dia! Mas que tal olharmos para o lado positivo? Afinal, tem que existir! O rodízio de caminhões pode mesmo melhorar o trânsito. Com a Lei Seca, talvez, os jovens se conscientizem. Mesmo que sejam apenas possibilidades, que tal acreditar nelas? Dar uma chance para o desenvolvimento e enriquecimento cultural e político do Brasil antes de criticarmos a nova lei ou falarmos mal dos caminhões que ‘engarrafam’ as Marginais! Quem sabe a mudança seja interna - não externa. Vai ver o grande problema deste país é a atitude de quem vive nele.

Esta crônica será publicada no jornal americano "Nossa Gente" no dia 16 de julho, em sua 16ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Enquanto isso no Brasil... ‘Cai, cai balão’!

Estudo do IBGE informa: violência aumentou no país! Além do avanço do índice de homicídios, os acidentes de transporte também cresceram. Por outro lado, podemos comemorar os avanços no setor econômico do país nos últimos anos!

E mais dor de cabeça para os brasileiros! Uma coisa é certa: o trânsito vai piorar! E isso porque, até o final de 2008, quase três milhões e meio de veículos invadirão as vias brasileiras! O crescimento em relação ao ano passado é de 15%. Cada vez mais me convenço de que a Flórida é a melhor opção para se viver! Falando no Orange County, o Google Earth permite um ‘passeio’ virtual pelos parques da Disney em 3D! É claro que isso é boa notícia para quem está aqui! Afinal, passeio virtual pelo quintal de casa não deve ter muita graça, não é?

Por aqui, nos contentamos com a novela das oito! O Brasil parou para ver o último capítulo! As ruas permaneceram vazias até que a love story dos protagonistas chegasse ao fim! Engraçado como os brasileiros gostam de uma novelinha! Será que não cansa sempre o mesmo cenário carioca? Os mesmo dramas, ora interpretados por Antônio Fagundes, ora interpretados por Tony Ramos?! Haja paciência e criatividade! E que venha a próxima!

Falando em novela... Foi dada a largada! A corrida à Prefeitura de São Paulo ainda vai longe! Alguns dos favoritos: Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab! Não podemos esquecer, é claro, de darmos os parabéns para a ministra do turismo! Ela comemora, no mês de junho, o aniversário da frase mais comentada do ano 2007: "relaxa e goza; depois você esquece todos os transtornos". Parece que adivinhou! Ela tinha razão: todos esqueceram! (Caos aéreo? Que caos aéreo?) Tanto que ela faz parte dos preferidos nessa temporada de eleições. Como dizem por aí, cada um tem o governo que merece! Acorda São Paulo!

O meio do ano já chegou! Voando, mas ta aí! E junto vieram as festas juninas! São João está por todo o país! Péssima hora para o aumento no preço do arroz! As festas caipiras vão dar prejuízo! Balão pra cá, paçoca pra lá! Boa época para fazer uma visita à terrinha! Enquanto tudo flui relativamente bem, o país segue com suas comemorações, dificuldades e conquistas. Sempre com muito bom humor! Momento ideal para deixar a política de lado, esquecer um pouco do trânsito maluco e largar o jornal... Comemore! Afinal, no Brasil, as festas são brindadas com quentão! Quer coisa melhor que isso?

Esta crônica foi publicada no jornal americano "Nossa Gente" no dia 16 de junho, em sua 15ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

foto: www.psg.com/~walter/junina.jpg

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Enquanto isso no Brasil... Segura que o chão tremeu!

O Brasil está a todo vapor! Novamente, notícias que renderiam meses e meses de Nossa Gente espremidos em 30 dias. Tem tanta coisa acontecendo por aqui que o pessoal aproveita qualquer desculpa para dar uma escapadinha. Até um padre aproveitou o caos em solo e foi para os ares! Literalmente! Com o transporte mais eficaz conhecido pelo homem (bexigas coloridas gigantes) ele partiu para uma incrível jornada sem volta! Levou até o GPS, só não soube usar na hora “H” e sumiu do mapa! Aonde será que ele foi parar?

E eis que surgem os principais campeões estaduais! Admiráveis goleadas garantiram os vencedores: o time carioca Flamengo, o mineirinho Cruzeiro, o gaúcho Internacional e o time baiano Vitória foram os consagrados com placares elásticos! E em São Paulo, o Verdão foi campeão! Confirmando o favoritismo, o time do bam bam bam Luxemburgo conquistou seu primeiro título em um campeonato da 1ª divisão no século XXI! O bate-bola foi emocionante! E que venha o Brasileirão!

O caso Isabella já deu muito que falar e ninguém mais agüenta essa impunidade. Saturado, o caso exige justiça! Será que dessa vez a crueldade será castigada? Um ato que infringiu todas as normas e regras naturais do ser humano. Mas o Brasil não é o único país com doidos à solta... A Áustria bateu o recorde de barbaridades subumanas já ocorridas: um homem manteve sua filha presa por 24 anos e a engravidou sete vezes sem ao menos levantar suspeitas. É brincadeira! Curiosidades: nem este homem e nem o casal acusado de matar Isabella foram considerados ‘loucos’ pela polícia. Se nada disto é loucura, o que será?

Loucura talvez seja o eterno ‘Fenômeno’ levar três travestis para um motel na cidade do Rio de Janeiro! A noite não poderia terminar de forma diferente: na delegacia! Falando em fenômenos, a passagem de um ciclone em Mianmar levou a vida de cerca de milhares de pessoas. O Planeta está enfurecido! Até a Terra balançou! E não foi aquela tremedeira usual, que sacode o País e deixa tudo de pernas pro ar! Aqui realmente tremeu! Terremoto? Definitivamente um tremor de 5,2 graus na escala Richter! É minha gente... Tremor na Terra? Só pode ser o fim do mundo!
Esta crônica foi publicada no jornal americano "Nossa Gente" no dia 16 de maio, em sua 14ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.

sábado, 5 de abril de 2008

Enquanto isso no Brasil... Cegos, surdos e mudos

A saúde vai de mal a pior! Em pleno século XXI, brasileiros estão sendo assassinados pelo mosquito da dengue. Ou melhor, assassinados pela falta de conscientização do real perigo dela. O Estado do Rio de Janeiro está em alerta. Já os paulistas estão assustados com a possível “ponte aérea” do mosquito, que se continuar nesse ritmo, invadirá São Paulo. Com uma das melhores medicinas, o Brasil sofre de um problema maior: a ignorância. É tão difícil eliminar possíveis focos da doença? A verdade é que o Brasil não tem foco algum. Um bando de cegos em pleno tiroteio!

Enquanto isso, união do crime organizado! As conexões entre o PCC e as Farc assustam os Estados Unidos! E assim, uma comissão brasileira vai para a escola! Brasileiros embarcaram para os EUA para aprenderem como funciona o sistema penitenciário americano! Pelo menos aí, os sistemas funcionam. Já aqui, a coisa vai mal!

E mais um caso de injustiça e pobreza humana. Mais uma criança assassinada sem piedade. Seja o porteiro, o pai, a madrasta ou o Gasparzinho, a realidade não muda. Atirada do sexto andar de um prédio, a Justiça deve ser feita. É engraçado como o cenário define a perspectiva: se algo assim acontecer na favela, a justificativa será delinqüência, drogas ou a velha ‘exclusão social’. Se acontecer na classe média, o termo é ‘depressão’. Diferenças sociais? Que é isso...

O Brasil é um país de cegos, surdos e mudos. Uma criança morre aqui, outra some ali, uma CPI abre de tempos em tempos e algumas pessoas morrem com uma picada. Mas como se fosse uma novela de quinta categoria, você desliga a televisão ou dobra o jornal e esquece. Volta ao trabalho e para sua vida, seus problemas. Tudo acontece debaixo do mesmo teto enquanto nossas realidades são opostas. Peço licença ao jornalista Ivan Lessa e faço de suas palavras as minhas, “a cada 15 anos, os brasileiros esquecem o que aconteceu nos últimos 15”. E dessa forma, tudo é sempre capa de jornal.

Aqui, estamos todos cansados das ‘novidades’. A última é que a aprovação do Governo cresceu: 58%. Não há meios que nos ajudem a compreender. Dou quantos motivos forem necessários, mas garanto: o povo brasileiro está doente. Seja de dengue, amnésia ou apatia. Nosso querido Lula disse ao presidente americano Bush que resolvesse sua crise. Talvez ele devesse ouvir seus próprios conselhos. Mas como não, eu digo então ao presidente brasileiro: meu filho, abra os olhos e faça qualquer coisa.
Esta crônica será publicada no jornal americano "Nossa Gente" no dia 16 de abril, em sua 13ª Edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.
(Por enquanto, sem foto)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Enquanto isso no Brasil...Deu pane no sistema!

Um mês de palhaçada no mundo já rendeu história para o resto da vida! Uma sobrecarga de informação incalculável invadiu os jornais mundiais nos últimos 30 dias! Brasil agora é mediador sul americano! Lula – O Apaziguador. Com o vai-e-vem incansável de desculpas e ataques ofensivos, já dá pra fazer uma co-produção cinematográfica entre Venezuela, Colômbia, Equador e Brasil! E o Oscar vai para... "Onde os Fracos Não Têm Vez", estrelando Chávez, Uribe, Correa e nosso queridíssimo presidente, Luizinho, em seu melhor papel! Falando em cinema, o alvoroço causado pelo polêmico "Bope", finalmente valeu a pena! A tropa trouxe o famoso Urso de Ouro de volta ao Brasil, calando as piores críticas ao filme. Com confiança sempre chegamos lá! Aonde quer que “lá” seja!
Cada vez menos conseguimos assimilar a magnitude e a dimensão tomada. De pernas para o ar, a história mundial embarcou em uma nova era: Fidel Castro já era! Estamos vivos para presenciar um dos fatos mais marcantes do século, a renúncia (?) de uma das principais figuras políticas de todos os tempos. E agora? Daqui para frente, o que será do povo cubano? Viverá de charutos! E com papel higiênico! Enquanto isso no Brasil, embriões são a solução! Arriscado, claro! Mas por que impedir o desenvolvimento da ciência? Vamos viver! Dar uma chance à saúde, uma chance à vida! Coisa que brasileiro não faz... E dados comprovam! Este é o país com maior consumo de inibidores de apetite! Que vergonha! Minha gente, que tal aderir à boa e velha academia? Assim ninguém vai precisar de células-tronco!

E um par de asas iria muito bem! A cada ano, o Estado de São Paulo ganha mais de 100 mil novos motoristas! Mais congestionamento, mais irritação, mais acidentes e mais 200 doidos nas ruas a cada dia! É brincadeira? Falando em “palhaçadas”, o presidente Bush revelou seus dotes artísticos! Ensaiou alguns passos em apoio à campanha de John McCain! Sem medo de ser feliz! Entre tapas e danças, a disputa americana segue acirrada! Hillary e Obama dividem o país! Os Estados Unidos se preparam para mais uma decisão importante! Qual será o futuro do país de ninguém? O bem da verdade é que apenas uma coisa importa: o Bush já dançou!


Esta crônica será publicada no jornal americano "Nossa Gente" no dia 16 de março, em sua edição de aniversário. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.
Aqui vai minha mensagem para toda a equipe do jornal:
"Um ano de luta, suor e finalmente, sucesso. Além de prestar um serviço social, o Nossa Gente informa de maneira descontraída. Mas acima de tudo ele ampara, porque afinal, brasileiro é 'nossa gente' em qualquer lugar do mundo! Parabéns a todos!