sexta-feira, 6 de março de 2009
Frase do dia:
"Be not the slave of your own past. Plunge into the sublime seas, dive deep and swim far, so you shall come back with self-respect, with new power, with an advanced experience that shall explain and overlook the old." -Ralph Waldo Emerson
terça-feira, 3 de março de 2009
Palestras no Sesi Ipiranga
Novidades!
Nos dias 11 e 13 de março, darei palestras sobre Jornalismo no Sesi Ipiranga a convite de uma querida amiga e professora que acompanha todo o meu trabalho, entre eles a coluna mensal no jornal americano Nossa Gente, o blog Dezacreditando e minhas publicações na revista CLAUDIA.
Em um bate-papo descontraído, vou abordar os diferentes gêneros jornalísticos (em especial, o jornalismo literário), descrever os bastidores da profissão e contar um pouco sobre minha trajetória nessa carreira maluca (em rádio, jornal, revista, assessoria e por aí vai...)
11/03 - 08h
13/03- 17h30
E é o que sempre digo: aos poucos, vou me realizando.
E é o que sempre digo: aos poucos, vou me realizando.
Grande beijo!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Frase do dia:
"You gotta quit waiting for something to happen and start doing something about it" - anonymous
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O cubo mágico
O dia quente ficou do lado de fora do prédio erguido no meio da Av. Nações Unidas. O ar-condicionado engana e desmente o termômetro que marca 32º C lá fora. Sentada à frente do meu computador, olho em volta e vejo o desespero de cerca de 20 mulheres em dia de fechamento da edição da revista. Tenho mil coisas para terminar até o fim do dia: biografias, crônicas, perfis (etc. etc.) que compõem as seções de cada mês e formam o recheio de um dos principais veículos de comunicação do país. Mas a tarefa mais importante é uma que tem consumido grande parte dos meus pensamentos: colocar no papel os principais gêneros literários para uma aula de sexta-feira. Como? O jornalismo tem mil faces e cores. Faces opostas, assimétricas e geométricas. Não faz sentido e reúne todos os sentidos do mundo. Sempre considerei o jornalismo literário o mais deleitoso estilo jornalístico, tanto que dediquei meu blog a essa forma livre e tão subjetiva da profissão. Um dos grandes prazeres da vida é a leitura; mas o maior é poder criar seu próprio texto embasado em uma bagagem rica, moldada pelo conhecimento literário que você reuniu durante a vida. O jornalismo literário permite que você costure seu texto da forma que quiser: com a linha do fantástico, a cor da verdade, os tons degradê do factual e o brilho da ironia. E, assim, é possível contar a mesma história com vozes, ênfases e intensidades diferentes.
As biografias são distantes; um relato quase neutro de algo que, por mais que envolva o autor, permanece sendo uma narrativa sobre outra pessoa, outra vida e outra realidade. A biografia começa onde a vida começa e caminha proporcionalmente ao crescimento do seu ‘objeto de estudo’. E deve caminhar com uma meta, sobre uma linha de veracidade e, principalmente, manter-se fiel ao factual. O trabalho é denso, requer debruçar-se sobre pilhas e pilhas de livros para dissecar toda uma trajetória. Para os menos minuciosos, um perfil basta. Um breve relato, não menos interessante ou verdadeiro, não necessariamente superficial, mas ainda lacônico o suficiente para pontuar os principais aspectos e acontecimentos sobre uma personalidade.
Ainda estou sentada na mesma posição. Pedi auxilio para algumas grandes jornalistas aqui da redação sobre a minha grande tarefa. Olhares perdidos e confusos. Quais são as principais diferenças e características entre esses gêneros? Além do tamanho e ponto de vista da matéria, não sei, Andrezza. Não, elas não conseguiram iluminar minha dúvida. Mesmo porque, quais são as principais diferenças? Na revista onde trabalho, publicamos perfis e histórias de vida sempre. As histórias contam de alguma situação específica ou, resumidamente, sobre as principais conquistas, acontecimentos, alegrias e tragédias da vida de alguém; ou seja, sua história. Já o perfil é mais focado, mais sucinto, e ainda carrega conteúdo.
Tá vendo? Eis o encanto do jornalismo literário. Não há como definir, como explicar a teoria. É subjetivo, inteligente. Mas a magia do jornalismo literário é sua maleabilidade, qualidade que confunde até mesmo os mais intelectuais. Jornalismo ou Literatura? Cabe a você decidir. Não, na verdade, cabe a mim. A responsabilidade de entregar uma, duas ou três laudas sobre esses tópicos, é minha. Espero que minha ignorância seja perdoada.
Crônica? Bem me lembro de algo que foi dito em sala de aula: não se ensina. É pessoal, fantasiosa talvez, provavelmente crítica e carrega alguns elementos que não estão presentes no jornalismo. Ainda que diferente, a crônica patina entre os extremos... Alguns até dizem que o cronista é um poeta do cotidiano. Quem sabe? Cada um sabe da sua e ponto final.
Meu TGI. Ou melhor, meu livro-reportagem. Isso tem me tirado o sono. Intenso, extenso e recheado de detalhes detalhadíssimos (perdoe minha redundância). Foge do jornalismo convencional, pois o tradicional não suporta sua amplitude superior. A liberdade deste gênero rasga os limites impostos e é atraído loucamente pela Literatura. O tema em foco é tratado com mais minúcia, mais carinho, mais atenção. É o ‘território’ das possibilidades: onde caprichar é possível, onde você trabalha sua criatividade exacerbada e dá asas potentes à reportagem. Onde você pode ir além, muito além. Falando em ir além, ainda preciso escrever a tal tarefa. Mas como? Como definir uma coletânea? Um grupo, uma série que também balança entre os extremos, uma compilação de textos que abordam o mesmo tema, um mesmo foco - ou não. Talvez, volumes que podem, também, tratar de assuntos diferentes sob um mesmo guarda-chuva.
Essa chuva de informações aliviou um pouco meu writer’s block. Agora, ainda sentada na mesma cadeira à frente do computador, não tenho mais 20 mulheres frenéticas ao meu redor. A maioria já foi pra casa; coisa que eu deveria ter feito há, pelo menos, 40 minutos. O calor lá de fora com certeza diminuiu, e aquele sopro gelado de fim da tarde pede um casaquinho. O céu já está escurecendo - definitivamente, o horário de verão acabou. Vou parar de perder tempo. Afinal, tenho muito trabalho pra fazer. Preciso me concentrar. Ainda nem comecei minha tarefa.
Enquanto isso, no Brasil... Ô abre alas!
Desta vez, passamos longe do tapete vermelho hollywoodiano. A 81ª edição do Oscar fica sem cinema brasileiro e sem graça. Confesso não ter assistido a todos os filmes indicados - mesmo porque, alguns ainda nem chegaram aqui! Mas antecipo minha curiosa impressão a respeito da adaptação da obra de F. Scott Fitzgerald às telas: merecia o prêmio de maior tédio na história do cinema. Antes do bombardeio de críticas, concordo de antemão: Benjamin Button reúne maravilhas como cenário, maquiagem, Brad Pitt e roteiro - afinal, estamos falando de um clássico. Mas insisto: ler o livro, além de mais rápido, teria proporcionado três horas bem mais deleitosas do que a canseira dada pelo diretor David Fincher. Hollywood atual: tentativas frustradas que agradam a maioria.
Mas vamos ao que interessa: enquanto isso, no Brasil, a crise financeira chegou de carro alegórico ao sambódromo! As escolas de samba se desdobram e rebolam para driblar a falta de verba para garantir a entrada glamorosa na avenida. Neste ano, a data mais animada - e talvez a mais esperada pelos brasileiros - não será somente ao som dos enredos carnavalescos: mais de 40 anos depois, as tradicionais ‘marchinhas’ voltam a fazer sucesso!
E o Brasil está nas mãos do PMDB com duas estrelas (de)cadentes à frente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Sarney e Temer ficam no comando das casas e aquecem a disputa para 2010. E nem todos estão com essa bola toda: depois de 223 dias no Chelsea, o nosso técnico Felipão perdeu o cargo e deixou a equipe sem vencer um clássico sequer no campeonato.
Falando em sucesso, cheguei à conclusão de que a moda no Brasil é ditada pelas novelas de Glória Perez. Desde que a última estreou, haja incenso, cangas e audiência! À caráter, as pessoas seguem o caminhos das Índias pelas ruas do país! E o BBB é o ‘fracasso’ de maior ibope da TV brasileira. Há sete anos me pergunto o que o Pedro Bial faz lá. Um jornalista que, em seus dias de glória cobriu a queda do Muro de Berlim, hoje é pago (e muito bem) para colocar pseudo-celebridades no paredão! Quem te viu, quem te vê!
O que nos resta é o samba no pé, pois como já dizia Graciliano Ramos, “a única certeza do brasileiro é o Carnaval no próximo ano”.
Mas vamos ao que interessa: enquanto isso, no Brasil, a crise financeira chegou de carro alegórico ao sambódromo! As escolas de samba se desdobram e rebolam para driblar a falta de verba para garantir a entrada glamorosa na avenida. Neste ano, a data mais animada - e talvez a mais esperada pelos brasileiros - não será somente ao som dos enredos carnavalescos: mais de 40 anos depois, as tradicionais ‘marchinhas’ voltam a fazer sucesso!
E o Brasil está nas mãos do PMDB com duas estrelas (de)cadentes à frente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Sarney e Temer ficam no comando das casas e aquecem a disputa para 2010. E nem todos estão com essa bola toda: depois de 223 dias no Chelsea, o nosso técnico Felipão perdeu o cargo e deixou a equipe sem vencer um clássico sequer no campeonato.
Falando em sucesso, cheguei à conclusão de que a moda no Brasil é ditada pelas novelas de Glória Perez. Desde que a última estreou, haja incenso, cangas e audiência! À caráter, as pessoas seguem o caminhos das Índias pelas ruas do país! E o BBB é o ‘fracasso’ de maior ibope da TV brasileira. Há sete anos me pergunto o que o Pedro Bial faz lá. Um jornalista que, em seus dias de glória cobriu a queda do Muro de Berlim, hoje é pago (e muito bem) para colocar pseudo-celebridades no paredão! Quem te viu, quem te vê!
O que nos resta é o samba no pé, pois como já dizia Graciliano Ramos, “a única certeza do brasileiro é o Carnaval no próximo ano”.
Esta crônica foi publicada dia 16 de fevereiro, no jornal americano NOSSA GENTE, em sua 23ª edição. Jornal dedicado à comunidade brasileira que reside na Flórida - Estados Unidos. Faço parte do grupo de colaboradores do jornal e assino a coluna ENQUANTO ISSO NO BRASIL. Assim, aos poucos, vou me realizando. As realizações vêm aos poucos...e na medida certa.
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